Categoria cobra melhores condições de trabalho, tarifas mínimas e mais transparência das plataformas
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Motoristas e entregadores por aplicativo iniciaram, nesta terça-feira (13), um ato em Maceió contra o Projeto de Lei 152, que trata da regulamentação da categoria. A mobilização reúne trabalhadores em pontos da capital alagoana e chama a atenção para uma série de reivindicações relacionadas às condições de trabalho e remuneração.
A reportagem da TV Alagoas acompanhou o início do protesto e registrou a presença de dezenas de profissionais, que relatam dificuldades enfrentadas diariamente nas plataformas. Entre as principais queixas estão a baixa remuneração por corrida, a falta de garantias trabalhistas e a ausência de diálogo efetivo com as empresas responsáveis pelos aplicativos.
Durante o ato, os trabalhadores apresentaram uma pauta de reivindicações que inclui o estabelecimento de um valor mínimo de R$ 10 por corrida e a definição de uma tarifa de R$ 2,50 por quilômetro adicional. A categoria também pede o fim das corridas com rotas agrupadas, como viagens duplas ou triplas, que, segundo eles, reduzem ainda mais os ganhos.
Outro ponto destacado é a necessidade de mais segurança e proteção social. Os manifestantes cobram a implantação de pontos de apoio, contribuição previdenciária obrigatória por parte das plataformas e a oferta de seguros com cobertura adequada. Além disso, pedem mais transparência nos algoritmos utilizados pelas empresas e garantias contra bloqueios considerados arbitrários.
Os trabalhadores também defendem a criação de um modelo de negociação coletiva estruturado, com participação ativa da categoria nas decisões que impactam diretamente o exercício da profissão.
O protesto segue ao longo do dia e pode impactar o funcionamento dos serviços por aplicativo na capital. A reportagem deixa espaço aberto para posicionamento das empresas envolvidas e das autoridades responsáveis sobre as demandas apresentadas.
Fonte: Redação Tv Alagoas





