Planned Parenthood bate recorde de abortos nos EUA em 2024

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A Planned Parenthood realizou 434.450 abortos nos Estados Unidos entre 2023 e 2024, um recorde histórico. O balanço aponta que, enquanto as interrupções de gravidez cresceram 8%, exames preventivos e serviços pré-natais caíram drasticamente, apesar do recebimento de vultosos recursos públicos.

Qual foi o impacto financeiro para a organização no último ano?

Apesar do recorde de procedimentos, a organização registrou uma perda líquida de receita pela primeira vez em anos. Contudo, o financiamento vindo dos pagadores de impostos americanos continuou alto: foram mais de 830 milhões de dólares em subsídios governamentais e reembolsos do Medicaid, o programa de saúde para pessoas de baixa renda. Esse valor representa quase metade de tudo o que a rede arrecadou no período.

Como estão os outros serviços de saúde oferecidos pela rede?

Houve uma queda notável em atendimentos que não envolvem o aborto. Na última década, os exames de câncer diminuíram 42% e os serviços pré-natais (cuidados com a mãe e o bebê durante a gravidez) caíram mais de 55%. Especialistas apontam que a organização tem priorizado o aborto como sua principal fonte de receita, reduzindo o foco em cuidados preventivos e saúde materna.

O que explica o fechamento de dezenas de clínicas da organização?

Cerca de 50 unidades da Planned Parenthood encerraram suas atividades recentemente. Isso aconteceu principalmente porque essas instalações deixaram de ser elegíveis para receber verbas federais do Medicaid. A dependência de dinheiro público é tamanha que, sem esses repasses, muitas clínicas perdem a viabilidade financeira para continuar operando.

Quem são os principais críticos aos números apresentados no relatório?

Grupos de defesa dos direitos dos não nascidos e associações médicas pró-vida reagiram com indignação. Eles argumentam que a organização promove uma ‘narrativa anti-maternidade’ e pedem que o Congresso dos Estados Unidos corte permanentemente o envio de dinheiro público para a rede, defendendo que os recursos sejam redirecionados para alternativas que apoiem a preservação da vida.

Como o cenário político americano influencia essas atividades?

O debate está acirrado no governo. Enquanto as políticas atuais facilitaram o acesso a pílulas abortivas via internet (telemedicina), o orçamento proposto por Donald Trump prevê a suspensão do financiamento público a provedores de aborto por um ano. Ativistas pressionam para que essa interrupção de verbas se torne definitiva a partir de 2027, visando reduzir a incidência de abortos no país.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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Fonte: Gazeta do Povo.

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