Mustang Dark Horse SC: o V8 de Pista Que É a Cara do Brasil

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Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

O novo Mustang Dark Horse SC foi apresentado a poucos veículos de imprensa na nova sede mundial da Ford em Dearborn, nos arredores de Detroit, e a Forbes Brasil estava na plateia. Antes de qualquer ficha técnica, é o som que domina o ambiente: o V8 supercharged preenche praticamente todo o salão, com um ronco grave e metálico que poderia muito bem estar saindo dos boxes de um autódromo.

Para os entusiastas brasileiros, ainda não há previsão de chegada do modelo ao país – nem mesmo se virá –, mas a frase de Martín Galdeano, CEO da Ford América do Sul, deixa claro o potencial do carro por aqui: segundo ele, o Dark Horse SC tem “exatamente o perfil do consumidor brasileiro”. Falta saber apenas quando, e por quanto, esse cupê de pista vai cruzar a fronteira.

Um Mustang afinado pela Ford Racing

Apresentado no Salão de Detroit, o Mustang Dark Horse SC é a nova versão do ícone desenvolvida pela Ford Racing, divisão esportiva responsável pelos programas de competição da marca. Sob o capô, está um motor V8 5.2 supercharged acoplado a uma transmissão de dupla embreagem de sete marchas – conjunto pensado para trocas rápidas e respostas imediatas.

“Desde que introduzimos o Dark Horse em 2022 e o Mustang GTD em 2023, estabelecemos o Mustang como uma marca de performance capaz de enfrentar os melhores do mundo”, afirma Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing. “O Mustang Dark Horse SC é o próximo capítulo, baseando-se nas lições do Mustang GT3 e na tecnologia e aprendizados do Mustang GTD. Ele demonstra exatamente como a Ford Racing está unindo nossas operações de pista e de rua.”

É justamente essa origem que dá ao modelo um “gostinho de paddock”: o desenvolvimento aproveita a experiência acumulada com o Mustang GT3 e o GTD, carros nascidos diretamente do ambiente de competição. As especificações técnicas do motor devem ser divulgadas em breve.

O ronco como parte central da experiência

Num cenário em que muitos esportivos migraram para motores menores e soluções eletrificadas, o Dark Horse SC aposta na velha fórmula do V8 superalimentado. O ronco fascinante do motor é descrito pela própria Ford como parte central da experiência de performance.

A receita vai além do som. O carro traz amortecedores MagneRide de nova geração, com hardware e software atualizados, molas mais rígidas, novas barras estabilizadoras, mangas de eixo dianteiras e traseiras e braços de controle dianteiros modificados. Há ainda barra estrutural de magnésio e elos de suspensão forjados em vez de aço, ajudando a reduzir o peso.

Track Pack: mais downforce, menos peso

Para quem quer ir além, o pacote opcional de pista (Track Pack) leva o desempenho dinâmico a outro patamar. Ele inclui calibração específica da suspensão MagneRide para rodas de fibra de carbono.

A aerodinâmica também foi retrabalhada com foco em uso intenso de pista. A nova dianteira melhora o arrefecimento dos freios. O capô de alumínio, com grandes saídas de ar e travas de série, favorece o resfriamento do motor e o fluxo aéreo. A remoção da bandeja de chuva dessa saída aumenta o downforce e cria uma área aberta cinco vezes maior.

Na traseira, um difusor revisado ajuda no arrefecimento do eixo, em conjunto com um protetor inferior que se estende do splitter dianteiro até atrás das rodas para gerenciar aerodinâmica e temperatura dos freios. A tampa do porta-malas dá lugar a um desenho estilo “ducktail”, base para uma asa de fibra de carbono atualizada. O resultado é um downforce traseiro de cerca de 281 kg a 290 km/h.

Um Mustang “à brasileira” – pelo menos no espírito

Mesmo sem data confirmada para o Brasil, o histórico joga a favor de um eventual interesse da Ford em trazer o Dark Horse SC: o Mustang é um dos grandes sucessos da marca no país. No ano passado, as 200 unidades da edição limitada Mustang GT Performance Manual foram vendidas em apenas 60 minutos.

Com o Dark Horse SC, a Ford Racing adiciona a esse pacote um nível de esportividade e conexão com as pistas que dificilmente passa despercebido – seja em Dearborn, em Detroit ou, quem sabe, um dia, nas ruas e autódromos do Brasil.





Fonte: TV Alagoas

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