
Às vésperas de um possível retorno à Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o diretor-presidente do Ideral, Davi Maia, passou a ser alvo de críticas após a dispensa de licitação para a contratação de um serviço que ultrapassa R$ 100 mil por mês.
O caso veio à tona após a publicação de um ato no Diário Oficial do Estado, no fim de outubro, que colocou o gestor novamente sob os holofotes — não pelo anúncio de políticas públicas, mas pela forma como a contratação foi conduzida. O serviço de limpeza e conservação foi firmado por meio de dispensa de licitação sob justificativa de emergência.
O que tem chamado a atenção de observadores e especialistas não é apenas o valor do contrato, estimado em pouco mais de R$ 105 mil mensais, mas o prazo de vigência. O acordo tem validade até o dia 1º de maio, coincidindo com o Dia do Trabalhador e com o limite legal para que gestores se afastem de cargos públicos caso pretendam disputar as eleições deste ano.
A coincidência de datas levanta questionamentos sobre a real necessidade da contratação emergencial e se o contrato teria sido estruturado para atravessar a eventual saída de Davi Maia do comando do órgão. Para críticos, a medida pode indicar uma tentativa de encerrar ciclos administrativos de forma acelerada, deixando compromissos firmados para a próxima gestão.
Diante do cenário, o episódio reacende o debate sobre transparência, planejamento e uso adequado de instrumentos excepcionais como a dispensa de licitação, especialmente em períodos sensíveis do calendário político.




