
As investigações envolvendo aplicações do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (IPREV) no Banco Master avançam e aumentam a pressão sobre a gestão do prefeito JHC (João Henrique Caldas). Reportagens recentes apontam que já é considerada inevitável uma visita da Polícia Federal à Prefeitura de Maceió para aprofundar as apurações.
O IPREV investiu cerca de R$ 117 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição que entrou em colapso e passou a ser investigada por suspeitas de fraudes financeiras e emissão de títulos sem lastro, sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). As aplicações ocorreram durante a atual gestão municipal.
O caso ganhou novo capítulo após o afastamento da promotora responsável pela investigação no Ministério Público, o que reacendeu questionamentos sobre transparência e andamento das apurações. Paralelamente, operações da Polícia Federal em outros estados envolvendo fundos de previdência que também investiram no Banco Master reforçaram o alerta em Maceió.
Além do impacto administrativo, o escândalo tem reflexos políticos. Matérias apontam que o PL, partido de JHC, foi uma das legendas com maior volume de recursos ligados ao Banco Master, ampliando o desgaste em meio ao cenário pré-eleitoral.
Procurada, a Prefeitura de Maceió afirma que os benefícios previdenciários estão garantidos e que acompanha o caso junto aos órgãos de controle. As investigações seguem em curso.




