No plano nacional, presidentes e vice são observados nas estratégias; em Alagoas, Calheiros busca força regional enquanto adversários ganham destaque
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O ambiente político para as eleições de 2026 segue em constante movimentação, com lideranças nacionais e estaduais ajustando estratégias para os próximos meses. No plano federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reforçado publicamente o papel de seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, inclusive com elogios que o comparam a figuras políticas respeitadas, mas ainda não há definição sobre como a chapa será consolidada até as convenções.
Em Brasília, analistas políticos avaliam que Minas Gerais terá papel estratégico caso a disputa presidencial se mostre competitiva — estado em que Lula tende a buscar equilíbrio eleitoral e que historicamente tem sido decisivo nas eleições presidenciais.
Já no cenário político de Alagoas, a corrida eleitoral tem sido puxada por alianças e desafios locais. O senador Renan Calheiros trabalha para tentar garantir um novo mandato, o quinto na Casa, em uma disputa considerada competitiva e exigindo articulação política sólida. Parte das conversas nos bastidores indica que a formação de uma “dobradinha” entre governo do Estado e Senado é a meta do grupo político ligado ao emedebista — estratégia que dependeria da atuação do ministro dos Transportes e ex-governador Renan Filho, figura vista como peça importante no tabuleiro estadual.
A política alagoana, no entanto, não é pacífica. O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), aparece como potencial adversário nas articulações rumo às eleições, especialmente por sua influência na capital do estado e pelas especulações sobre sua candidatura — seja para o governo ou para o Senado, com movimentações internas indicando negociações e possíveis alianças com outros grupos políticos.
Enquanto isso, o nome de JHC é visto nos bastidores como forte na capital, mas considerado desafio para fidelidade em alianças estáveis, segundo relatos políticos, o que pode tornar as negociações com setores tradicionais do MDB mais complexas no estado.
O resultado dessas articulações, tanto em Brasília quanto em Alagoas, pode redefinir os rumos da corrida eleitoral em 2026, com alianças que podem impactar diretamente a formação de chapas e disputas pelos principais cargos no país e no estado.
Fonte: Tribuna do Sertão





