Animação da Netflix conhecida como “K-Pop: Demon Hunters” quebra barreiras culturais e desponta como favorita na temporada de premiações
Foto: Reprodução/Netflix / Fenômeno desde a estreia na Netflix em 2025, “Guerreiras do K-Pop” concorre nas categorias de Melhor Animação e Melhor Canção Original no Oscar 2026
A produção carinhosamente apelidada pelos fãs brasileiros de “Guerreiras do K-Pop” (cujo título original é “K-Pop: Demon Hunters”) tornou-se um fenômeno global desde sua estreia na Netflix em meados de 2025. Agora, a obra chega ao Oscar 2026 fazendo história, consolidando a influência da cultura sul-coreana em Hollywood. Com indicações de peso, incluindo Melhor Animação e Melhor Canção Original (pelo hit viral “Golden”), o filme não é apenas um sucesso de público, mas um forte concorrente técnico e artístico.
Enredo
A trama segue a rotina eletrizante do grupo feminino HUNTR/X, composto pelas integrantes Rumi, Mira e Zoey. Para o mundo, elas são idols inalcançáveis, dominando as paradas musicais e lotando estádios. Porém, nos bastidores, o trio esconde um segredo milenar: elas são caçadoras de demônios de elite, equilibrando ensaios de coreografia com batalhas sobrenaturais para proteger a humanidade.
O conflito principal se intensifica com a chegada dos Saja Boys, uma nova boyband que rapidamente conquista o coração dos fãs. As protagonistas logo descobrem que seus rivais nas paradas de sucesso são, na verdade, demônios disfarçados de alto escalão, liderados pelo terrível Gwi-Ma. A narrativa mistura a estética vibrante dos palcos de K-pop com sequências de ação inspiradas em animes e folclore coreano.
As chances no Oscar 2026
A pergunta que domina as redes sociais é: as “guerreiras” têm chances reais de levar a estatueta? A resposta é sim, e por motivos sólidos:
- Melhor Animação: O filme é considerado um dos favoritos por sua inovação visual, que mescla texturas 2D e 3D com uma direção de arte inspirada em videoclipes reais. A crítica internacional elogiou a forma como a obra traduz a energia do K-pop para a linguagem cinematográfica, colocando-o em disputa direta contra gigantes da Disney e Pixar.
- Melhor Canção Original (“Golden”): Esta é a categoria mais promissora para a produção. A música “Golden” transcendeu o filme, entrando no topo da Billboard Hot 100. A Academia tem mostrado abertura para fenômenos pop globais (como visto com “Barbie” anos antes), e a performance vocal, somada ao contexto cultural, posiciona a faixa como a grande aposta da noite.
Elenco e personagens
A produção apostou em um elenco de vozes estelar, dividindo os papéis entre atrizes para os diálogos e cantoras profissionais para as performances musicais:
- Rumi (Líder): Dublada por Arden Cho (“Teen Wolf”). Nos vocais, a cantora e compositora EJAE assume o microfone.
- Mira (Rapper principal): Voz falada de May Hong. Nas músicas, é interpretada pela artista Audrey Nuna.
- Zoey (Visual/Maknae): Interpretada pela atriz Ji-young Yoo. A voz cantada é de Rei Ami.
- Gwi-Ma (Vilão): O líder dos demônios e mentor dos Saja Boys é dublado pelo astro sul-coreano Lee Byung-hun (o Front Man de “Round 6”).
Curiosidades
- Sete anos de produção: As diretoras Maggie Kang e Chris Appelhans começaram o projeto em 2016, muito antes da explosão massiva do K-pop no ocidente. O objetivo era criar uma carta de amor ao gênero.
- Inspirações reais: O figurino e as coreografias das HUNTR/X foram inspirados em grupos lendários como BLACKPINK, TWICE e 2NE1, enquanto os Saja Boys trazem referências visuais de grupos como BIGBANG e BTS.
- Conexão com “Round 6”: A escolha de Lee Byung-hun para o vilão foi proposital, aproveitando sua voz icônica e grave para criar uma ameaça séria em contraste com o universo colorido do filme.
Onde assistir
O filme está disponível globalmente e com exclusividade no catálogo da Netflix. Para quem busca a experiência completa, a plataforma oferece tanto a versão dublada em português quanto o áudio original em inglês (que mantém termos em coreano), além de uma versão “sing-along” para cantar as músicas.
Independentemente do resultado na cerimônia de 2026, “K-Pop: Demon Hunters” já garantiu seu legado. Ao furar a bolha da animação tradicional e ser reconhecido pela Academia, o filme prova que histórias protagonizadas por mulheres asiáticas e centradas em fenômenos culturais modernos têm força para competir no mais alto nível da indústria cinematográfica.





