Os Estados Unidos realizaram a maior movimentação militar no Oriente Médio desde 2003 para conter ameaças do Irã. Com dois grupos de porta-aviões e caças de quinta geração posicionados, o governo americano tenta forçar um novo acordo nuclear enquanto monitora o risco de um ataque iminente.
Qual é a dimensão do reforço militar enviado pelos Estados Unidos?
A mobilização é descrita como histórica, atingindo níveis comparáveis aos da invasão do Iraque. O país deslocou dois grupos de porta-aviões, o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald Ford, além de mais de 50 caças de última tecnologia, como o F-22 Raptor e o F-35. Essa concentração de poder naval e aéreo serve para sinalizar que os americanos estão prontos para agir caso as negociações diplomáticas fracassem ou se houver uma provocação direta contra suas forças na região.
Quais são os principais alvos de um possível ataque americano?
Especialistas apontam que uma ação militar começaria focada em degradar as defesas aéreas iranianas. Em seguida, os alvos principais seriam a infraestrutura de mísseis e drones, centros de comando militar e instalações da Guarda Revolucionária Islâmica. O objetivo seria eliminar a capacidade do regime de lançar projéteis contra aliados ou tropas americanas, podendo variar de um ataque cirúrgico e pontual até uma campanha mais ampla para enfraquecer o governo dos aiatolás.
Como Donald Trump está conduzindo a diplomacia neste cenário?
O presidente indicou que concederá uma janela de dez dias para que as negociações avancem em Omã antes de tomar medidas drásticas. No entanto, o histórico gera desconfiança no regime iraniano, já que em ocasiões anteriores houve bombardeios pouco após anúncios de prazos diplomáticos. A exigência americana é clara: o Irã precisa aceitar restrições severas ao seu programa nuclear, interromper o desenvolvimento de mísseis balísticos e parar de apoiar grupos extremistas regionais.
O que aconteceria se o Irã decidisse retaliar um ataque pontual?
Este é o maior risco de escalada para uma guerra total. Se os EUA fizerem um ataque pequeno e o Irã reagir causando baixas significativas aos militares americanos, o conflito deixaria de ser pontual. O analista militar Paulo Filho explica que o custo de manter essa estrutura na região é altíssimo, o que indica um propósito real de uso de força. Uma retaliação iraniana à altura abriria espaço para uma campanha sustentada que poderia ameaçar a própria existência do regime islâmico.
Qual é a situação atual das capacidades militares do Irã?
Embora o Irã negue ter planos para produzir armas nucleares, o país detém atualmente o maior arsenal de mísseis e drones de todo o Oriente Médio. Essa capacidade é o que torna o regime uma ameaça real, pois permite ataques a longa distância contra bases americanas e países vizinhos. Por isso, os EUA mobilizaram tecnologias “furtivas”, que são aviões invisíveis ao radar, para garantir que possam atingir esses locais de lançamento sem serem detectados pelas defesas iranianas.
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Fonte: Gazeta do Povo.




