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Os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina começam oficialmente nesta sexta-feira (6), com a cerimônia de abertura a partir das 16h (horário de Brasília). A edição marca um momento histórico para o Brasil: o país desembarca na competição com uma delegação recorde de oito atletas.
Entre eles, três mulheres se destacam. A seguir, confira quem são as brasileiras representando o país nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.
As brasileiras nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026
Aline Rocha – Biatlo e Esqui Cross-Country
A paranaense Aline Rocha, de 35 anos, disputa sua terceira edição dos Jogos Paralímpicos de Inverno e chega a Milão-Cortina como a atleta mais experiente da delegação feminina brasileira. Primeira mulher a representar o país em uma Paralimpíada de Inverno, ela competiu em PyeongChang 2018 e Pequim 2022 e também participou das Paralimpíadas de Verão no atletismo, no Rio 2016 e em Paris 2024.
A atleta ficou paraplégica após sofrer um acidente de carro quando tinha 15 anos. Quatro anos depois, foi convidada a conhecer o basquete em cadeira de rodas e logo migrou para o atletismo paralímpico, até conhecer o esqui cross-country.
Campeã mundial no sprint em 2023 e com quatro medalhas conquistadas em mundiais neste ciclo paralímpico, Aline tem figurado entre as dez melhores nas etapas da Copa do Mundo de esqui cross-country e pode surpreender na busca por um pódio inédito para o Brasil na neve. “Tanto em 2018 como em 2022, o maior desafio foram as altas temperaturas e a neve derretida. Não estávamos preparados para essa condição”, lembra. “Agora, em 2026, já temos mais experiência com todos os tipos de neve e temperatura, e isso vai ser fundamental para nosso desempenho.”
“Estou há 15 anos no esporte e ainda em evolução, por isso acredito que vou ter meu melhor desempenho em Milão-Cortina.”
Aline Rocha
Elena Sena – Biatlo e Esqui Cross-Country

Aos 22 anos, Elena Sena faz sua estreia nos Jogos Paralímpicos de Inverno. A atleta de Francisco Morato (SP) nasceu com má-formação congênita na perna direita e começou no esporte convencional, no handebol. O contato com o esporte adaptado veio aos 15 anos, na Escola Paralímpica de Esportes do Comitê Paralímpico Brasileiro, onde conheceu o vôlei sentado.
Em 2021, passou a treinar esqui cross-country e biatlo (combinação do esqui cross-country com o tiro esportivo) e rapidamente ganhou destaque internacional. No último mundial de biatlo, terminou entre as dez melhores do mundo nas três provas disputadas e chega a Milão-Cortina buscando se manter no top 10 da modalidade. “Fiquei muito feliz com as pontuações, os pódios e por estar subindo no ranking mundial, mas mesmo sabendo que estava tudo encaminhado, a sensação de receber o e-mail de convocação dos Jogos Paralímpicos foi diferente”, conta.
“Largo mirando o primeiro lugar, e isso é o que me faz pensar que, independentemente do que acontecer, vou ter feito o meu melhor.”
Elena Sena
Vitória Machado – Snowboard

Vitória Machado, de 21 anos, será a primeira mulher brasileira a competir no snowboard em Jogos Paralímpicos de Inverno. Natural de Porto Alegre (RS), a atleta nasceu com neurofibromatose tipo 1, doença genética que pode provocar fragilidade óssea. Após diversas cirurgias na infância, optou pela amputação da perna direita aos 9 anos. Antes de chegar ao snowboard, passou por diferentes modalidades, incluindo a patinação artística.
Destaque recente no circuito europeu, conquistou duas medalhas de ouro na Copa Europeia de banked slalom em 2025 e 2026, e recebeu o convite da Federação Internacional de Esqui e Snowboard e do Comitê Paralímpico Internacional para integrar a delegação brasileira em Milão-Cortina. “Espero que essa seja a primeira vez de muitas. Minhas expectativas são conquistar uma boa colocação e, se possível, subir ao pódio”, afirma. “Vou fazer o meu melhor para alcançar esse objetivo, mas também quero aproveitar cada momento, me divertir e viver intensamente essa experiência.”
“Estou realizando um sonho que sempre tive. Vestir as cores do meu país e assumir essa responsabilidade é uma honra difícil de descrever.”
Vitória Machado




