
Profissionais da área de Administração em Alagoas têm apresentado relatos consistentes de possíveis irregularidades envolvendo o Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL). As manifestações incluem questionamentos sobre gastos com viagens custeadas com recursos da entidade, pagamentos a conselheiros por participação em reuniões e alegadas dificuldades na tramitação de processos administrativos, o que, segundo os denunciantes, estaria impactando diretamente profissionais registrados.
As denúncias foram feitas por fontes que optaram por não se identificar por receio de eventuais retaliações, tendo suas identidades sido preservadas pela reportagem, conforme prática jornalística respaldada constitucionalmente.
De acordo com os relatos obtidos, conselheiros receberiam valores superiores a R$ 600 por participação em reuniões periódicas. Segundo as fontes, os encontros ocorreriam com frequência reduzida e duração aproximada de uma a duas horas. Na avaliação dos profissionais ouvidos, esse formato poderia estar contribuindo para a morosidade na análise e aprovação de registros, prejudicando administradores que dependem da regularização para atuar.
Outra frente de questionamento envolve o processo de indicação de representante ao conselho federal. Segundo informações repassadas pelas fontes, o indicado teria vínculos pessoais e políticos, incluindo relação familiar com assessor ligado ao ministro dos Transportes. Ainda conforme os relatos, o conselheiro já teria exercido anteriormente funções de liderança no próprio órgão. Não há, até o momento, confirmação oficial de irregularidade nesses fatos, que, se existentes, demandam apuração pelas instâncias competentes.
Além disso, o conselho tem sido alvo de críticas em plataformas públicas de avaliação, como o site Reclame Aqui, onde usuários relatam entraves burocráticos e apontam falhas na prestação de serviços e na fiscalização profissional. Tais manifestações indicam um cenário de insatisfação de parte da categoria com o funcionamento da autarquia.
Diante desse contexto, administradores ouvidos pela reportagem defendem maior transparência na gestão dos recursos públicos administrados pela entidade, além de mais eficiência, celeridade e previsibilidade nos serviços prestados. Também solicitam esclarecimentos objetivos sobre os critérios de pagamento a conselheiros e sobre a condução dos processos internos.
Outro lado
Procurado pela redação da TV Alagoas, o Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL) informou, por meio de nota, que as denúncias estariam relacionadas ao período pré-eleitoral da entidade e classificou as acusações como infundadas.
Confira a nota completa:
Nota Oficial
O Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL) esclarece que, devido à proximidade do período eleitoral, em que as chapas se articulam para uma eleição que, após o resultado, definirá quem dirigirá a entidade pelos próximos dois anos, emergem ataques rasos, sem fundamento e com o interesse único de desestabilizar e agredir a atual gestão, a qual tem seu trabalho marcado pela transparência, entrega de resultados e melhorias para a categoria.
O Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL) lamenta que esses ataques apareçam e ganhem espaço em veículos informativos que, pelo bem do jornalismo, deveriam divulgar conteúdos de interesse público, baseados em investigação, verdade e confirmação dos fatos, e não em afirmações injuriosas, vindas de fontes não identificadas. Com isso, perde o jornalismo e perde a sociedade que, porventura, busque alguma informação em veículos com esses princípios.
Ademais, o Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL) esclarece que irá buscar providências em âmbito judicial para que aqueles que acusam ou publicam informações inverídicas, apostando apenas no caos, possam dar explicações à sociedade, aos administradores e à atual gestão da entidade.
Maceió, 25 de março de 2026.
Assessoria de Comunicação do CRA-AL
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Nota de transparência e responsabilidade editorial
As informações veiculadas nesta reportagem decorrem de relatos prestados por fontes que solicitaram a preservação de sua identidade por receio de eventuais retaliações. A identidade dos denunciantes é de conhecimento da redação e foi resguardada nos termos do art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que assegura o sigilo da fonte quando necessário ao exercício da atividade jornalística.
O conteúdo apresentado baseia-se em elementos informativos obtidos pela reportagem, não constituindo, neste momento, afirmação categórica ou juízo definitivo acerca da ocorrência de irregularidades, as quais dependem de apuração pelos órgãos competentes.
A publicação observa os princípios constitucionais da liberdade de imprensa, do direito à informação e da vedação à censura prévia, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal, especialmente no julgamento da ADPF 130, bem como a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quanto à prevalência do interesse público na divulgação de fatos de relevância social, desde que ausente dolo ou manifesta negligência na apuração.
Ressalta-se que a reportagem buscou ouvir as partes mencionadas, garantindo o contraditório e o direito de manifestação, tendo sido incluída, na íntegra, a posição oficial do Conselho Regional de Administração de Alagoas (CRA-AL). O espaço permanece integralmente aberto para esclarecimentos adicionais, atualizações ou apresentação de documentos que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos.




