Na madrugada de quarta (21) para quinta-feira (22), o c?u do Rio Grande do Sul foi palco de um espet?culo surpreendente. Meteoros longos cruzaram a paisagem celeste, chamando a aten??o tanto de populares quanto de quem monitora fen?menos astron?micos.
As imagens abaixo foram captadas pelos observat?rios do Bate-Papo Astron?mico, em Santa Maria, e pelo Clube de Astronomia do Campus Santo Ângelo do Instituto Federal Farroupilha. Juntos, registraram um n?mero expressivo de meteoros passando pelas regi?es central e das Miss?es.
Entre a noite de quarta (21) e a madrugada de quinta-feira (22), meteoros deixaram longas trilhas luminosas no c?u sobre o RS. Cr?dito: Imagens gentilmente cedidas por Fabr?cio Colvero/Bate-Papo Astron?mico. pic.twitter.com/800AtnoVVK
? Olhar Digital (@olhardigital) January 22, 2026
N?mero de ocorr?ncias em poucas horas chama aten??o
Segundo o astr?nomo amador e divulgador cient?fico Fabricio Colvero, respons?vel pelo projeto Bate-Papo Astron?mico, somando as quatro c?meras dos dois observat?rios, estima-se que os registros daquela madrugada podem ter passado de 100. A concentra??o de ocorr?ncias em poucas horas tamb?m chamou aten??o dos grupos.
Entre as capturas, um meteoro mais longo, destacado na segunda cena, ocorreu ?s 0h56min (hor?rio de Bras?lia). Ele come?ou a se desintegrar a cerca de 91 quil?metros de altitude sobre a regi?o de Passo do Verde, pr?xima ao munic?pio de S?o Sep?, percorrendo aproximadamente 35 km em apenas 2,5 segundos, e extinguindo-se sobre a regi?o de Vila Nova do Sul/RS. Os c?lculos indicam velocidade inicial pr?xima de 82 mil km/h, compat?vel com meteoros comuns desse tipo. N?o h? dados suficientes para determinar o objeto de origem.
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O que ? um meteoro?
Quando pequenas rochas espaciais, chamadas meteoroides, entram na atmosfera terrestre a alt?ssimas velocidades, mesmo fragmentos min?sculos aquecem o ar e produzem um intenso clar?o, que os astr?nomos chamam de meteoro (popularmente conhecidos como “estrelas cadentes”).
Esses eventos s?o apenas luminosos ? n?o s?o objetos f?sicos. “Meteoro n?o ? s?lido, n?o ? l?quido nem gasoso, ? apenas luz”, explica Marcelo Zurita, presidente da Associa??o Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astron?mica Brasileira (SAB),? diretor t?cnico da Bramon e colunista do Olhar Digital.
De acordo com a Sociedade Americana de Meteoros (AMS), quando o brilho de um meteoro ? igual ou superior ao de V?nus (magnitude -4), ele ? classificado como “bola de fogo”. Se for ainda mais intenso, com explos?o e poss?vel estrondo aud?vel, ? chamado de “b?lido”.
E n?o h? motivo para preocupa??o, pois esses fen?menos s?o inofensivos. Todos os dias, toneladas de material espacial entram na atmosfera terrestre sem causar danos. Quase sempre o meteoroide se desintegra completamente antes de chegar ao solo, e, em raros casos, pequenos fragmentos (os chamados meteoritos) atingem a superf?cie.
Fonte: TV Alagoas




