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Elegante, minimalista e cheio de atitude, o Dry Martini ? um daqueles coquet?is que v?o muito al?m do glamour em uma ta?a. Eternizada por James Bond e por gera??es de apreciadores, a bebida carrega hist?ria, tradi??o e um toque de mist?rio sobre a sua origem. Embora a sua cria??o exata seja alvo de disputas, a teoria mais aceita aponta que o drink nasceu no final do s?culo 19, nos Estados Unidos. H? quem diga que foi em San Francisco, enquanto outros defendem Nova York.
Fato ? que o Dry Martini ganhou o mundo ao combinar dois ingredientes muito simples: o gin e o vermute seco. Mas ? justamente nessa economia de elementos que mora o desafio. Para o mixologista Al? D’Agostino, dos bartenders mais respeitados do Brasil e dono do bar Coda, em S?o Paulo, a aparente facilidade da receita esconde seus segredos.
“A composi??o do coquetel parece simples, mas o Dry Martini tem uma execu??o bem complexa. Nos ingredientes, h? gin e o vermute seco, mas o fator principal ? o equil?brio“, explica o especialista. As primeiras receitas da bebida, segundo ele, foram feitas com o London Dry, o gin mais seco. A qualidade do destilado escolhido, ali?s, ? fundamental para o resultado na ta?a.

A temperatura e a textura tamb?m separam um Martini mediano de uma experi?ncia perfeita. “Um bom Dry Martini deve ter textura de seda. A ta?a, em ‘V’, deve ser fina e de cristal, e eu particularmente prefiro as menores”, detalha D’Agostino. Para atingir esse ponto, a aten??o recai sobre a coqueteleira: “O gelo ? o ingrediente fundamental, que faz o equil?brio entre temperatura, dilui??o e textura”.
Para finalizar o drink, a tradi??o pede um twist de lim?o ou uma azeitona. Mas por que o fruto verde se tornou t?o ic?nico na bebida? Al?m do charme visual incontest?vel, a azeitona contribui com um leve toque salgado, que ajuda a equilibrar o sabor seco da mistura. Como b?nus, dizem que o petisco ?abre o apetite?, o que torna o Martini o aperitivo ideal para o come?o da noite.
No Coda, bar comandado por D’Agostino e especializado em martinis, esse momento do aperitivo foi elevado a outro patamar ao abra?ar a tend?ncia high & low. Por l?, a combina??o improv?vel (e extremamente bem-sucedida) que virou refer?ncia ? a de um Dry Martini cl?ssico acompanhado por uma bela por??o de batatas fritas.
“? curioso, mas nossos dois itens mais vendidos s?o justamente as fritas e o dry martini. Juntos, eles representam o esp?rito do bar: zero pretens?o, m?ximo sabor. O high & low n?o ? uma moda passageira, ? um jeito de viver a gastronomia com mais personalidade”, afirma o bartender.
Aprenda a seguir como preparar o cl?ssico em casa, com a receita do mixologista:
Receita de Dry Martini, por Al? D’Agostino
Ingredientes:
- 1 zest (casca) de lim?o siciliano
Modo de preparo:
- Adicione todas as bebidas em um mixing glass previamente resfriado.
- Coloque gelo e mexa entre 10 e 12 segundos.
- Coe o l?quido para uma ta?a dry gelada.
- Perfume a bebida com o zest de lim?o siciliano e decore com uma azeitona espetada no palito.




