Em mensagem de Páscoa, Maduro sugere comparação com Cristo

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Na segunda mensagem que divulgou desde que foi preso numa operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro pareceu fazer uma comparação da sua situação com a crucificação de Jesus Cristo, ao dizer que “primeiro vem a cruz” e depois “vem a vida nova”.

“Amado povo da Venezuela, irmãos e irmãs de nossa pátria, povos do mundo: neste Domingo de Páscoa, Cilia [Flores, sua esposa, que também está presa] e eu queremos compartilhar uma palavra de amor, paz e esperança. Esta Semana Santa nos lembra de uma profunda verdade: não há ressurreição sem paixão. Primeiro vem a cruz, a dor e o sacrifício, mas depois vem a vida nova”, disse Maduro na mensagem divulgada por assessores nas redes sociais neste domingo (5).

“Este é o nosso primeiro pensamento: aquele que ressuscitou Lázaro também ressuscitou. O Ressuscitador ressuscitou e, portanto, a esperança nunca se perde”, alegou o ex-ditador.

Mesmo tendo governado de 2013 a 2026 uma ditadura que prendeu milhares de venezuelanos e forçou outros milhões a deixar o país, Maduro citou que a Bíblia “nos diz que devemos remover a pedra do ódio, da mentira, da divisão e do ressentimento” e que “ressuscitar é também curar, libertar, perdoar, reencontrar uns aos outros e caminhar juntos novamente”.

“Portanto, este Domingo de Páscoa é um tempo para declarar com convicção que esta é a vitória da vida e da verdade. A morte não vence: Cristo vence. A mentira não vence: a verdade vence. O ódio não vence: o amor vence. E essa vitória nos chama a buscar a unidade, o diálogo, a reconciliação e a paz entre todos os povos”, disse Maduro.

“Que o Senhor Ressuscitado abençoe a Venezuela e os povos do mundo, e nos encha de fé, amor e esperança”, concluiu o chavista.

Na primeira mensagem que Maduro e Flores haviam publicado desde sua prisão, divulgada em 28 de março, o casal havia pedido paz e unidade nacional na Venezuela e afirmado “firmeza” e “serenidade”.

Maduro e Flores foram capturados pelos Estados Unidos para que respondam na Justiça federal americana a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.

Na segunda audiência do caso, realizada em 26 de março, o juiz federal Alvin Hellerstein negou um pedido para arquivar o processo contra ambos na Justiça federal de Nova York, após a defesa ter alegado que eles não têm como pagar sua defesa, já que o governo dos Estados Unidos proibiu o regime da Venezuela (atualmente liderado pela chavista Delcy Rodríguez) de custear os honorários advocatícios devido às sanções econômicas impostas ao país.

Apesar da negativa de Hellerstein, o juiz sinalizou na audiência que poderá emitir em breve uma decisão sobre se ordenará ou não que o governo Trump permita que a Venezuela pague os honorários advocatícios.



Fonte: Gazeta do Povo.

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