O governo dos Emirados Árabes afirmou nesta quarta-feira (8) que o Irã deve pagar pelos danos causados pelos ataques do regime de Teerã a países do Golfo Pérsico durante a guerra contra Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro e desde terça-feira (7) em um frágil cessar-fogo.
De acordo com informações da agência France-Presse (AFP), o Ministério das Relações Exteriores do país disse em comunicado que “busca esclarecimentos adicionais sobre as disposições do acordo para garantir o compromisso total do Irã com a cessação imediata de todas as hostilidades na região e a reabertura completa e incondicional do Estreito de Ormuz”.
Uma exigência americana para o cessar-fogo de duas semanas, durante o qual os termos de uma paz definitiva serão discutidos, era a reabertura total do estratégico Estreito de Ormuz.
Porém, Teerã voltou a obstruir a passagem na quarta-feira, alegando que a trégua foi desrespeitada com os ataques de Israel ao Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. Estados Unidos e Israel afirmam que o cessar-fogo com o Irã não inclui o Líbano.
No comunicado de quarta-feira, os Emirados Árabes afirmaram que “exigem uma posição firme, incluindo a garantia de que o Irã seja responsabilizado e totalmente obrigado a indenizar os danos e reparar os prejuízos”.
Um relatório divulgado em março pela ONG Human Rights Watch apontou que, apesar da alegação iraniana de que visou apenas bases militares dos EUA nos países do Golfo Pérsico e “locais para onde militares americanos foram realocados” após ataques a essas instalações, houve vários registros de ataques e danos a prédios residenciais, hotéis, aeroportos, embaixadas, portos e instalações de energia no Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes, provocando, além de danos econômicos, mortes de civis.
Fonte: Gazeta do Povo.




