
A importante maternidade, que pertence ao Hospital Santa Rita, Maternidade Santa Olímpia, corre o risco de fechar as portas e deixar de atender milhares de gestantes, que são cadastradas na 5ª Região de Saúde de Alagoas. A situação vem se agravando desde 2022, sem os repasses do Programa de Implementação da Rede de Atenção Materno-Infantil de Alagoas, o Promater, que é uma iniciativa do Governo de Alagoas, lançada em 2010, que visa estruturar e fortalecer a assistência materno-infantil nas regiões de saúde do estado. Ele descentraliza leitos obstétricos, qualifica salas de parto e garante o transporte adequado para gestantes e recém-nascidos no SUS.
O deputado Ricardo Nezinho, durante uma seção na Assembleia Legislativa de Alagoas, denunciou o caos que está assolando nas maternidades de Alagoas e que o estado de Alagoas estaria com um recurso garantido do Novo Pac, de 60 milhões, para a construção de uma nova maternidade na cidade de Arapiraca, que também está passando por uma crise seríssima nas maternidades locais.
Durante a fala do deputado, a também deputada Ângela Garrote, fez um apelo para que o deputado Silvio Camelo, que é líder do governo na Assembleia, intercedesse junto do governo estadual, para evitar o colapso da Maternidade Santa Olímpia, na cidade de Palmeira dos Índios.
Em conversa com a redação do site TV Alagoas, um político local, que pediu anonimato, disse eu algumas parturientes, estão indo ter crianças no município vizinho, de Palmeira, na cidade de Bom Conselho, interior pernambucano. “São várias mães que estão indo para Bom Conselho ter as crianças porque aqui em Palmeira não é possível, devido ao estado em que se encontra a maternidade. Em Arapiraca, a situação é ainda pior”, lamentou o político.
Um fato que chama a atenção, é que em junho de 2023, a Maternidade Santa Olímpia lançou um “Pacote de Atendimento à Gestantes”, que continha reforma do prédio, novas consultas de pré-natal, etc.
Ora, se a crise vem de um ano anterior, em 2022, infelizmente o novo pacote só veio a piorar as situações, que já não era das melhores e piorou muito mais com a chegada das outras gestantes em trabalho de parto. O hospital não suportou os gastos, e o investimento. Agora corre o risco de fechar as portas.
Nossa equipe de reportagem entrou em contato com o atual provedor do Hospital Regional Santa Rita, em Palmeira dos Índios, o médico Dr. Sebastião Lessa Neto, que estava em viagem e promete, na próxima segunda-feira (30), entrar em contato com a equipe, por meio de sua assessoria.
Já a assessoria de comunicação da Secretaria Executiva de Saúde do Governo do Estado de Alagoas, ficou de checar a solicitação das nossas solicitações, referente ao não pagamento dos débitos, mas não obtivemos o retorno.




