
Atendendo a 5° região de saúde que abrange as cidades de Belém; Cacimbinhas; Chã Preta; Estrela de Alagoas; Igaci; Major Isidoro; Mar Vermelho; Maribondo; Minador do Negrão; Paulo Jacinto; Pindoba; Quebrangulo; Tanque d”Arca; e Viçosa, além de Palmeira dos Índios, a Maternidade Santa Olímpia, ligada ao Hospital Santa Rita de Cássia, na cidade de Palmeira dos Índios, vem atravessando uma crise financeira, que ameaça o atendimento ao público dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).
São 14 municípios. Além da cidade de Palmeira dos Índios, que podem ter o atendimento suspenso por falta de repasses´, oriundos do poder público estadual. Preocupado com a falta de atendimento a população, a TV Alagoas, realizou uma sabatina com a direção do Hospital Regional Santa Rita, responsável pela maternidade Santa Olímpia, para melhor esclarece a população sobre os problemas acometidos pela unidade hospitalar.
No primeiro momento perguntamos sobre em que categoria a unidade hospitalar está classificada, se pública, privada ou filantrópica. A assessoria de comunicação nos passou as seguintes respostas dos nossos questionamentos:
O Hospital Santa Rita é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que presta serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora não integre a estrutura direta do poder público, atua de forma complementar ao Estado, atendendo majoritariamente a população por meio de recursos públicos, com destaque para a assistência materno-infantil.
A maternidade corre risco de suspensão? Por qual motivo?
O Hospital Santa Rita e a Maternidade Santa Olímpia vêm enfrentando dificuldades financeiras decorrentes de um desequilíbrio entre os custos operacionais e os repasses recebidos.
Existe uma preocupação real, mas todas as medidas estão sendo adotadas para evitar qualquer interrupção nos atendimentos, considerando a relevância do serviço para a 8ª Região de Saúde do Estado.
Em caso de interrupção, os funcionários serão demitidos?
Nosso foco é preservar tanto a continuidade dos atendimentos quanto os empregos.
Qualquer eventual medida será analisada com responsabilidade, buscando alternativas que minimizem impactos sociais e observem rigorosamente a legislação trabalhista vigente.
Qual o valor dos repasses e o déficit mensal?
Os valores variam conforme produção, convênios e repasses institucionais.
O que se pode afirmar é a existência de um déficit recorrente, decorrente principalmente da defasagem entre os valores repassados e os custos reais de manutenção da estrutura.
Quantos funcionários atuam na maternidade?
A maternidade conta com uma equipe multiprofissional dimensionada para garantir atendimento seguro e humanizado, composta por médicos, enfermeiros, técnicos e equipe administrativa.
As contratações são técnicas ou políticas?
As contratações seguem critérios técnicos e de necessidade operacional, priorizando a qualificação profissional e a continuidade dos serviços prestados. A instituição atua com responsabilidade na composição de sua equipe.
Há reclamações sobre FGTS não depositado? Isso procede?
Eventuais questionamentos pontuais podem surgir em instituições de grande porte.
O hospital atua com responsabilidade na gestão de suas obrigações e mantém canais abertos para análise e regularização de qualquer situação administrativa que venha a ser identificada, sempre observando a legislação vigente.
Existem pendências trabalhistas?
Considerando o porte da instituição e o número expressivo de colaboradores, eventuais demandas podem surgir, como ocorre em qualquer organização dessa dimensão.
No entanto, tratam-se de situações pontuais, tratadas de forma responsável, com observância à legislação e respeito aos direitos dos colaboradores.
Há atrasos com fornecedores ou risco de suspensão de serviços?
Como ocorre em diversas instituições filantrópicas no país, existem momentos de pressão financeira. Ainda assim, o Hospital Santa Rita mantém diálogo permanente com fornecedores, adotando medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais e evitar qualquer prejuízo à população.
Existem auditorias internas?
Sim. Por se tratar de entidade filantrópica que atua com recursos públicos, o hospital está submetido a mecanismos de controle, auditoria e prestação de contas.
Os dados financeiros são públicos?
As informações seguem as exigências legais de transparência aplicáveis às entidades filantrópicas, sendo disponibilizadas aos órgãos competentes de fiscalização.
Quem fiscaliza a entidade?
A instituição é fiscalizada por diversos órgãos, dentre eles:
órgãos de controle do SUS
tribunais de contas
Ministério Público
além de auditorias internas e externas, conforme a natureza dos recursos utilizados
Por fim a assessoria declara que:
A Maternidade Santa Olímpia representa um ponto de apoio essencial para centenas de famílias da nossa região.
O Hospital Santa Rita, como instituição filantrópica, vem cumprindo ao longo dos anos um papel que ultrapassa sua obrigação institucional, sustentando atendimentos mesmo diante de um cenário financeiro extremamente desafiador.
É importante que a sociedade compreenda que o principal problema enfrentado atualmente não é de gestão, mas sim de insuficiência e irregularidade nos repasses públicos, especialmente considerando que a maior parte dos atendimentos realizados ocorre por meio do SUS.
Os custos da saúde aumentaram significativamente — insumos, medicamentos e folha de pagamento — enquanto os valores repassados permanecem defasados e, em muitos momentos, não acompanham a realidade operacional da instituição.
Ainda assim, o Hospital Santa Rita tem adotado todas as medidas possíveis para manter a maternidade em funcionamento, honrar seus compromissos e garantir atendimento digno à população.
No entanto, é preciso reconhecer uma realidade: nenhuma instituição consegue sustentar, de forma indefinida, um serviço essencial operando em déficit contínuo.
Por isso, reforçamos a necessidade de um olhar mais atento, sensível e efetivo por parte do poder público, no sentido de regularizar e adequar os repasses, garantindo previsibilidade e equilíbrio financeiro.
Nosso compromisso permanece firme com a população palmeirense e região, com a vida e com a continuidade dos serviços. Mas essa é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada.
A maternidade não pode fechar — e não deve fechar. Mas, para isso, é indispensável que existam condições reais para sua manutenção.
Em algumas respostas a direção da maternidade foi genérica nas respostas e não esclareceu, nem respondeu, a sociedade, as reais respostas, bem como não apontou de onde os repasses não estavam vindo, qual a entidade que não está cumprindo com as suas obrigações financeiras.
Perguntado sobre os repasses, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAU), disse que ainda não havia recebido respostas das indagações que foram feitas há mais de uma semana para a SESAU.
A reportagem da TV Alagoas quer saber a opinião dos leitores sobre o assunto Maternidade Santa Olímpia. Os dados pessoais não serão expostos, garantindo o sigilo absoluto da participação dos internautas pelo canal do WhatsApp 92000-8152




