O icônico ator Robert Duvall morreu neste domingo, 15, aos 95 anos, anunciou sua esposa, Luciana Duvall nesta segunda-feira, 16, em uma mensagem nas redes sociais. Segundo Luciana, ele faleceu “de forma tranquila” em sua casa em Middleburg, Virginia, cercado pela família, encerrando uma carreira que se estendeu por sete décadas e que o consagrou como um dos maiores intérpretes da história do cinema.
“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pela arte só era comparável ao seu profundo amor por personagens, por uma boa refeição e por receber visitas. Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou completamente aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele nos deixa algo duradouro e inesquecível”, disse Luciana, em um post no Facebook.
Ao longo da carreira, Duvall acumulou múltiplas indicações ao Oscar e prêmios em cerimônias como Bafta, Golden Globes e Emmys. Ganhou um Oscar de Melhor Ator por seu personagem Mac Sledge, um cantor country em luta pela redenção que é protagonista do filme A força do carinho (1983).
Além desse papel, outro destaque é o seu personagem Tom Hagen, o consigliere na trilogia O Poderoso Chefão, papel que o tornou uma figura conhecida mundialmente e lhe rendeu uma de suas indicações ao Oscar; e o Coronel Kilgore em Apocalypse Now, personagem que é lembrado por sua frase emblemática: “Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã”. Seu papel de estreia marcante no cinema foi como Boo Radley em O Sol é Para Todos (1962), filme clássico americano.

Nascido em San Diego, Califórnia, Duvall cresceu em uma família ligada à Marinha dos Estados Unidos e serviu no Exército norte-americano antes de seguir a carreira artística. Após a formação universitária em drama, estudou teatro em Nova York, onde treinou ao lado de futuros grandes atores, como Dustin Hoffman e Gene Hackman.
Além do cinema, Duvall também brilhou na televisão — inclusive vencendo Emmy Awards — e explorou a direção cinematográfica em filmes como The Apostle (1997), um projeto pessoal que também lhe rendeu reconhecimento crítico.




