O cessar-fogo no Irã e o futuro do regime

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No programa Última Análise desta terça-feira (07), os convidados falaram a respeito da proposta de cessar-fogo entre Estados Unidos e o regime do Irã. Mediado pelo Paquistão, o acordo abre espaço para novas negociações de paz diretas e amplas entre as partes nos próximos dias. A trégua ocorreu horas antes do prazo estabelecido pelo presidente americano Donald Trump para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques militares em larga escala.

“Na verdade, os EUA e Israel devastaram o país. Sobraram apenas algumas estruturas balísticas que ainda não conseguiram destruir. O Irã está de joelhos e o regime está destruído”, avalia o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa.

O presidente Donald Trump declarou em sua publicação na Truth Social que os Estados Unidos já atingiram seus principais objetivos militares no conflito em curso no Oriente Médio e que há um “progresso significativo” nas negociações rumo a um acordo de cessar-fogo ainda mais amplo.

Porém, o professor da FGV Daniel Vargas é cético em relação ao prosseguimento do conflito. “Eu não acho que o regime iraniano vai cair. Uma das características mais robustas do regime é que o regime político se confunde com a própria estrtura da sociedade. Ou seja, cai um aiatolá, mas vários podem assumir o posto”.

Impacto no Brasil?

A aliança entre PT com o Irã surge novamente como um possível condão para prejuízos mais significativos ao Brasil. O conflito iraniano tem impactado o país por meio do encarecimento dos alimentos e também com a alta de combustíveis.

“Além de Coreia do Norte, China e Rússia, o Brasil se aliou ao Irã e vai se isolando. É um fato que tem um peso. Resta saber se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai deixar a oposição fazer esta associação entre PT e o Irã. Lembrando que a aliança entre Nicarágua e Lula foi censurada”, diz o advogado Frederico Junkert.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



Fonte: Gazeta do Povo.

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