Obesidade, Câncer e Inovação: Como Novos Tratamentos Ajudam a Reduzir Riscos

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O controle da obesidade é hoje um dos pilares mais relevantes da promoção da saúde e da prevenção de doenças crônicas, incluindo o câncer. Quando corretamente indicados e utilizados, esses medicamentos fazem parte de uma estratégia importante de cuidado.

A obesidade, afinal, é um fator de risco relevante para grande parte dos tumores, especialmente os do trato digestivo, como intestino, pâncreas, esôfago e estômago, além dos cânceres de mama, próstata, útero e ovário. Isso ocorre porque o excesso de peso está associado à produção de substâncias inflamatórias, alterações hormonais e mudanças na microbiota intestinal, fatores que favorecem o crescimento tumoral.

Já se sabe, por exemplo, que pacientes submetidos à cirurgia bariátrica reduzem em pelo menos 50% o risco de desenvolver câncer quando comparados a pessoas obesas que não passaram pelo procedimento. Ou seja, a perda de peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade tem um efeito protetor importante, diminuindo a probabilidade de desenvolvimento da doença em homens e mulheres.

Nesse contexto, surgem os medicamentos popularmente conhecidos como “canetas”, inicialmente indicados para o tratamento do diabetes, obesidade e síndromes metabólicas. Mais recentemente, seus efeitos na prevenção do câncer também passaram a ser estudados. Os resultados, de forma geral, mostram uma redução de cerca de 10% a 15% no risco de desenvolvimento de tumores, algo que já era considerado previsível, dado o impacto positivo da perda de peso.

Essa redução, no entanto, não é igual para todos os tipos de câncer. Tumores como os de esôfago, alguns do aparelho digestivo e o câncer de ovário apresentam benefícios mais expressivos. Em outros, como câncer de pulmão e tireoide, o impacto é menor. Ainda assim, esses medicamentos representam uma ferramenta relevante na diminuição do risco de câncer em adultos.

Outra questão importante é o uso dessas medicações por pacientes oncológicos. Embora os estudos ainda sejam limitados, de modo geral, os dados apontam para um perfil de segurança favorável. Além disso, sabe-se que a obesidade não apenas aumenta o risco de câncer, mas também está associada a formas mais agressivas da doença. Por isso, a perda de peso, sempre com acompanhamento médico, faz parte das estratégias de cuidado em muitos casos.

Vale reforçar que estamos falando de medicamentos aprovados pelas autoridades sanitárias brasileiras e internacionais, com prescrição baseada em evidências científicas sólidas. Por esse motivo, é fundamental que o uso das “canetas” ocorra exclusivamente sob orientação e acompanhamento médico.

*Dr. Fernando Maluf é médico oncologista, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.





Fonte: TV Alagoas

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