ONG diz que Venezuela ainda tem 485 presos políticos

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A ONG Foro Penal, que acompanha a situação dos presos políticos na Venezuela, denunciou nesta quarta-feira (8) que o país ainda tem 485 detidos com esse perfil e afirmou que a Lei de Anistia, aprovada pelo Legislativo venezuelano em fevereiro, está retardando a libertação deles.

“Infelizmente, a Lei de Anistia está servindo mais como um mecanismo para retardar ou paralisar a libertação de muitos presos políticos, atualmente 485, do que para acelerar sua soltura”, escreveu no X o presidente da Foro Penal, Alfredo Romero.

Em 8 de janeiro, cinco dias após a captura do então ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos, a ditadura chavista, que passou a ser encabeçada por Delcy Rodríguez, anunciou um processo de libertação de presos políticos. À época, segundo a Foro Penal, havia 806 presos políticos na Venezuela.

Esse processo foi ampliado com a Lei de Anistia, que abrange um período de 27 anos, a partir de 1999 (quando o chavismo chegou ao poder), mas estipula que a liberdade será concedida apenas a indivíduos ligados a 13 “eventos” ocorridos em 13 anos diferentes, excluindo, portanto, o restante do período estabelecido, assim como casos relacionados a operações militares e a acusações (em muitos casos arbitrárias) de crimes como corrupção, homicídio e violações de direitos humanos.

O regime chavista, por sua vez, nega que alguém esteja detido por motivos políticos e alegou, em vez disso, que cometeram crimes, uma afirmação rejeitada por diversas ONGs e partidos da oposição.

De acordo com o site Efecto Cocuyo, Rodríguez afirmou esta semana que mais de 8 mil pessoas receberam anistia desde a promulgação da lei, mas a grande maioria já estava em liberdade condicional.



Fonte: Gazeta do Povo.

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