Polícia aponta que mãe agrediu funcionária, pressionou criança e induziu denúncia de abuso no Farol

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O inquérito da Polícia Civil de Alagoas sobre a denúncia de abuso em uma escola particular no bairro do Farol, em Maceió, trouxe um elemento contundente: a atuação da mãe da criança passou a ser peça central na fragilidade do caso. O relatório aponta que, além de possível indução no relato da filha, a genitora agrediu a funcionária investigada diante da própria criança. A investigação foi encerrada sem indiciamentos.

De acordo com a apuração, a mãe foi a primeira a ouvir a suposta revelação e, em estado de abalo, pode ter conduzido a conversa de forma sugestiva. Para a autoridade policial, esse tipo de abordagem, especialmente com crianças pequenas, compromete a espontaneidade do relato e abre espaço para distorções.

A situação se torna ainda mais grave com o registro de agressão. Segundo o depoimento da investigada, Maria Cícera da Silva, ela foi atacada pela mãe no dia seguinte ao suposto fato, na presença da criança, enquanto era pressionada a confirmar a acusação. O documento descreve que a genitora insistia repetidamente: “Maria Clara, é ela? É essa, né?”, sem que a menor respondesse.

Para a Polícia Civil, esse ambiente de pressão e exposição pode ter influenciado diretamente o comportamento da criança e comprometido a credibilidade do relato. O relatório menciona o risco de falsa memória, fenômeno em que a lembrança é construída ou alterada a partir de interferências externas, especialmente quando não há aplicação de técnicas adequadas de escuta.

A funcionária negou qualquer irregularidade e afirmou que apenas auxiliou a criança no banho, sem contato com partes íntimas. Com mais de dez anos de atuação na escola, ela não possui histórico de denúncias, segundo testemunhas ouvidas durante a investigação.

Além disso, a perícia não identificou vestígios de violência sexual, e nenhuma testemunha confirmou qualquer conduta suspeita. Professores, direção e demais funcionários foram ouvidos e não relataram irregularidades.

Diante dos elementos, a Polícia Civil concluiu que não há provas da ocorrência de crime nem indícios suficientes contra a investigada. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas, que decidirá sobre o arquivamento ou eventuais medidas.





Fonte: TV Alagoas

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