Quem traiu e foi traído no caso do PL: Arthur Lira ou JHC?

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A história política de João Henrique Caldas, o JHC (sem partido ainda), mostra que ele tem crescido sem amarras. Muito menos com o que pode ser chamado da velha política (lado a lado).

Elegeu-se deputado estadual e deputado federal (2 mandatos) fazendo campanhas apenas com suas propostas e seu trabalho. Em 2020, venceu a eleição para a prefeitura de Maceió do candidato do governador Renan Filho (MDB), Rafael Brito, e do então prefeito da capital, à época, Rui Palmeira.

Alfredo Gaspar de Mendonça, todavia, não era um nome qualquer. Veio do Ministério Público, onde teve uma atuação brilhante no combate ao crime, foi secretário de Estado da Segurança e ganhou notoriedade pela redução de crimes (segundo algumas estatísticas apresentada pelo governo estadual), mas, mesmo assim, perdeu a eleição de prefeito da capital para JHC.

Dito isto!

Em 2024, JHC foi reeleito com cerca de 85% dos votos válidos, e qualquer pesquisa de intenção de voto feita, hoje, no estado, aponta seu nome bem situado para disputar o cargo de governador ou uma das duas vagas para o Senado.

Isso é fato!

Em resumo: JHC faz política com independência, seja no PSB, onde se elegeu prefeito em 2020, ou no PL, onde se reelegeu quatro anos depois e, até há pouco tempo, era o presidente estadual da legenda.

Por outro lado, ressalte-se: não foi JHC que traiu o PL e pensa em aceitar convite do PSDB para se filiar nesse partido. Foi o PL que traiu JHC com Arthur Lira.

Foi Lira que vetou a autonomia de” J” no PL. Foi Arthur Lira que, sem ser filiado ao PL – ainda que na base política do presidente Lula no Congresso Nacional comandando altos cargos no Governo Federal (com maioria da Caixa Econômica Federal) – está “mandando no PL”.

Então, criticar JHC por deixar o PL e se filiar ao PSDB ou outra legenda, de fato, é injusto. Não é?



Fonte: TV Alagoas

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